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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

NEWS - Hacker norte-americano assume culpa por invasão e roubo de dados financeiros

Albert Gonzales pode cumprir de 15 a 25 anos de prisão. Ele foi acusado de roubar dados de mais de 130 milhões de cartões.

O hacker Albert Gonzales, de 28 anos, assumiu nesta sexta-feira (28) a culpa pela invasão de sistemas e roubo de dados referentes a cartões de crédito, segundo documentos de um acordo apresentados em tribunal de Boston.

Gonzales era acusado de comandar um grupo para invasão de sistemas e roubo de informações, incluindo dados relativos a mais de 130 milhões de cartões de crédito e débito.

Rene Palomino Jr., advogado do hacker, não foi encontrado pela reportagem nesta sexta-feira, mas disse à agência Associated Press, na quinta-feira, que Gonzales "estava muito arrependido do que fez".

O acordo assegura que Gonzales ficará preso de 15 a 25 anos e terá restrições no uso da internet até 5 anos depois de ser solto.

Golpes na web

Albert usava na web os nomes "segvec", "soupnazi" e "j4guar17" e era acusado, juntamente com outros dois hackers não identificados, de usar uma sofisticada técnica de invasão chamada "ataque de injeção SQL", para roubar informações sobre cartões de crédito e de débito.

Nesse tipo de ataque, o invasor se infiltra no banco de dados por meio de um problema nos sistemas que com ele interagem. "Tecnicamente, um ataque de injeção SQL é um que altera as consultas que o sistema ou site faz ao banco de dados. Com isso, o invasor pode inserir dados, capturar informações que normalmente não são retornados, ou ainda burlar sistemas de login", explicou Altieres Rohr, colunista de segurança do G1.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, este é o maior caso de violação de dados de cartões de crédito e de débito já levado a um tribunal norte-americano.

Desde 2006

Gonzales e seus cúmplices iniciaram o golpe em outubro de 2006, ao pesquisarem os sistemas de crédito e de débito utilizados por suas vítimas. Em seguida, os dados roubados eram enviados para servidores que operavam na Califórnia, Illinois, Letônia, Holanda e Ucrânia.

Ainda de acordo com a polícia, os hackers usavam sofisticadas técnicas para encobrir suas pistas e evitar a detecção por software antivírus utilizados por suas vítimas.

Entre as vítimas dos ataques estão clientes de companhias norte-americanas de cartão de crédito, cadeias de restaurantes, lojas de conveniência e supermercados.

Fonte: Globo.com G1

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

NEWS - Redes de informação do governo brasileiro sofrem dois mil ataques por hora

Segundo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, uma das 320 grandes redes foi vítima de 3,8 milhões de ataques em 2008

As redes de computadores do governo federal brasileiro recebem dois mil ataques por hora. Segundo o blog do jornalista Josias de Souza, o número foi repassado pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), Raphael Mandarino Jr., que o divulgou durante uma reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara, no dia 7 de julho.

O governo tem 320 grandes redes, incluindo as do Banco do Brasil, Serpro e Justiça, entre outros órgãos. Na maior dessas redes houve um total 3,8 milhões de ataques em 2008. Aproximadamente 1% foi tentativa de invasão. Mandarino, porém, não disse qual seria essa rede específica.

Apesar da gravidade dos números, a crise pela qual o Congresso tem passado nos últimos meses pode ter sido responsável pela baixa repercussão que da reunião. De acordo com Josias de Souza, apenas cinco deputados compareceram ao encontro que revelou os dados.

Um assessor do ministro Jorge Felix, da Segurança Institucional, afirmou que seu departamento analisa cerca de 200 novos softwares maliciosos por mês. Deles, 70% buscam informações bancárias nas redes oficiais, 15% procuram informações pessoais e 10% tentam roubar informações da INFOSEG, rede do Ministério da Justiça que armazena dados das secretarias estaduais de Segurança Pública e da Justiça.

Na reunião, Mandarino disse que o caso de ataque mais sério envolveu uma quadrilha do Leste Europeu, que entrou no servidor de um órgão público, trocou a senha e pediu um resgate de 350 mil dólares para devolver a senha. O servidor foi recuperado com a ajuda de técnicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e especialistas de fora do governo. A investigação ainda tramita pela Polícia Federal e Mandarino não forneceu mais detalhes.

Fonte: PC World

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

NEWS - Câmara aprova projeto que regulamenta profissão de analista de sistema

Proposta do senador Expedito Júnior (PR-RO) passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Projeto (PLS 607/07), de autoria do senador Expedito Júnior (PR-RO), que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas foi aprovado na última quarta-feira (19/08) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Agora, segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa - tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado.

Pelo substitutivo, aprovado anteriormente pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e acolhido pelo relator na CCJ, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), apenas profissionais com diploma superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados poderão exercer a profissão de analista de sistemas.

Já a profissão de Técnico de Informática poderá ser exercida por portadores de diploma de ensino médio ou equivalente com curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas.

A proposta torna privativa do analista de sistemas "a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos".

* com informações da Agência Senado

Fonte: PC World

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

NEWS - 83% das pragas da internet são cavalos-de-tróia

Maior causador de danos no 1º semestre de 2009, no entanto, foi o worm Conficker. Tráfego de spams cresceu 150% no período.

Por Nando Rodrigues, da PC World - 19 de agosto de 2009 - 18h22

Os vírus do tipo cavalo-de-troia são o tipo de praga virtual mais comum na internet e representam 83% de todo malware que circula eletronicamente, aponta estudo divulgado pela empresa de segurança BitDefender na terça-feira (18/8), referente ao período de janeiro a junho de 2009.

Apesar disso, mostra a análise, o Downadup Internet Worm - mais conhecido como Conficker - foi a praga que mais danos causou, tendo conseguido infectar mais de 11 milhões de computadores em todo o mundo. O Downadup se aproveita de uma brecha existente para se espalhar. A Microsoft já publicou correção para a falha, mas a praga, segundo a empresa de segurança, continua a infectar um grande número de sistemas que ainda não instalaram a correção.

De acordo com a BitDefender, os países mais ativos na propagação de pragas virtuais nos primeiros seis meses de 2009 foram China, França, Estados Unidos, Romênia, Espanha e Austrália, respectivamente.

Mensagens não desejadas
O levantamento mostra que houve um aumento de 150% no volume de spam (mensagens eletrônicas não desejadas) com imagens no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2008.

Segundo a BitDefender, em junho de 2009, spams com ofertas de softwares e produtos representaram 5% do total de mensagens não desejadas enviadas no mundo todo. Entre os demais conteúdos mais comuns de spam estão: medicamentos; links para sites phishing; empréstimos e hipotecas; mensagens com pragas virtuais anexas; pornografia; sites de encontro/relacionamento; ofertas de emprego; cassinos online e diplomas acadêmicos.

Entre janeiro e junho deste ano, mensagens de phishing corresponderam a 7% do total de spam que circulou pela web. De acordo com a empresa de segurança, os países mais visados neste tipo de ataque foram Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. A Rússia é apontada com uma das mais importantes fontes deste tipo de ataque e tem como principal motivo sua fraca legislação contra crimes cibernéticos e elevada taxa de desemprego.

Fonte: Computer World